28.8.10

O Improvável


—Quem sabe a Julia tinha razão, eu não estou tão pronta assim para ter um relacionamento de verdade, que implique dedicação mesmo, ou eu tenho um dedo mega podre. Ela dizia isso enquanto terminava de ser arrumar, mal sabia ela que esse discurso poderia mudar....

Colocar fim em um relacionamento não é tão simples assim, tem aquele lance de olhos nos olhos, mão na mão é aquele frio incontrolável na barriga como aquele que acontece no primeiro encontro, a diferença é que você não terá o mesmo olhar de ternura.

Ela tinha ciência de que sua vida amorosa era um fracasso total, todos eles nunca preenchiam suas expectativas, mas mesmo assim continuava presa a determinados caras.

Mal sabia que nessa festa encontraria o rapaz capaz de fazer ela acreditar no tão sonhado amor. Quem disse que é de primeira que se acerta tudo bem dizia para si... — eu poderia ter sido mais flexível com ele, poderia ter aceitado certas atitudes...

Não adianta todo relacionamento, o texto era o mesmo : — dessa vez vou deixar essa menina mandona de lado e vou começar a acreditar nas coisas que eles me falam, de hoje em diante irei me entregar sem medos.

Ah pobre de menina, ninguém tinha lhe contato que determinados atos poderiam lhe machucar mais que o fato de ser mandona, agora ela sabe. Infelizmente ou felizmente não dará ouvidos a suas “falsas” amigas, agora será ela por ela.

Quando entrou na festa procurou ele, mas sabia que ela já deveria estar com outra, mais um cara que se vai sem ter notado todos seus talentos, mais um que lhe deixa sem porquês.

O som auto demais para ela entender o que o barmem lhe falava, teve que gritar para pedir um simples copo de cerveja. — uma cerveja por favor! Impaciente começou a bater os dedos na bancada não dando conta que era observada...

Depois que o garçom lhe entregou o copo, ela fitou o tal moço que há minutos lhe olhava, fez um aceno com a cabeça e partiu para a pista de dança, claro que não iria dançar era apenas uma passagem para a saída...

Enquanto tomava sua cerveja dizia para si: — sinceramente, não sei por que venho nesses lugares, como posso me iludir tanto... Sem percebe que o tal moço estava ali atrás pronto para lhe responder tal duvida

— às vezes por que você se acostuma a pensar que derrepente a pessoa certa aparece, assim do nada...

— estava ouvindo o que eu dizia?

— desculpa não pude conter, você chama atenção sabe!

— eu? ( claro que ela sabia que despertava atenção, mas adorava fazer esse charme, isso era sua marca)

— bom sim, prazer meu nome é Lucca

— prazer o meu Naty!

— quem sabe eu não seja essa cara que você procura?

— nossa como você é modesto, rs

— bom, o não eu já tenho, agora falta eu conquistar o sim, certo?

— sim!

Dali a conversa se estendeu, os dois mal notaram a noite passar, começaram a recorda coisas de infância, ela ria daquele jeito maroto e encantador, enquanto ele lhe olhava nos olhos...

Não se sabe se dessa conversa roubada saíra coisas longas, a verdade que temos a mania de colocar tempo nas coisas, mesmo sabendo que o tempo é fundamental na paixão, às vezes temos que fingir que ele não existe.

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